Síndrome do Pânico, e agora, doutor?

É estranho escrever sobre algo que me da medo, mas dizem que é terapêutico colocar nossos medos pra fora. Então, blog querido, você agora é o meu divã.
Já não me envergonho mais de assumir que sou humana, que tenho limitações, que não tenho vocação pra ser mulher maravilha, mas ainda é possível me sentir maravilhosa.
 Humanos, mulheres, homens, crianças e idosos, sofrem... Uns sofrem calados, outros desabafam com seus amigos, outros ignoram e há quem escreve em seus blogs.
Há mais ou menos um mês, eu voltava de  umas férias merecidas, tudo em paz, já com uma nova oportunidade na empresa, tudo estava correndo muito bem.
 Não era o emprego dos meus sonhos, mas a gente se vende facilmente pelo dinheiro. Nos prostituímos por alguns reais a mais na conta bancaria,status, roupas, coisas...
Enfim, tudo indo, conforme manda o figurino. Mas a promoção não rolou e a decepção veio com ela, e alguma coisa que já não estava bem há muito tempo, resolveu aparecer.
A tal da síndrome do pânico, veio sem avisar, ou foi eu que a ignorei durante muito tempo?
Será que aquelas palpitações no coração, dores do lado esquerdo do peito, desanimo, sono excessivo e falta de ar, tinham a ver com você, Sr. Pânico?
Mas como isso iria acontecer justamente comigo? Parece aquela historia de que sempre acontece com o vizinho, mas nunca com a gente...
E logo eu, que sempre fui otimista de carteirinha, que não me abalava por nada, conhecida por dar muitos conselhos, de uma fé firme em Deus, estou sofrendo disso?
Essas e varias outras perguntas rodavam em minha cabeça.
Segunda parte da novela, e talvez a mais difícil, vencer o preconceito. Preconceito de admitir que não esta tudo bem, que é preciso ajuda de um profissional, que só o nome já causa um impacto danado na gente. É muito mais fino dizer que fui a um psicólogo, mas a verdade é que era caso para o psiquiatra, o que só de pronunciar essa palavra ,já passa a idéia de que já tinha uma camisa de força tamanho PP me esperando no consultório.
Mas não, foi tudo muito tranqüilo. A doutora, muito nova e calma, com duas únicas perguntas, me fez desabar em lagrimas. Ela sabia onde era a ferida, e tirar aquela “casquinha” que eu teimava em esconder, foi fácil.
E ela, diagnosticou o que eu não queria ouvir. Síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, enfim... palavrinha que ate parece estar na moda nos dias de hoje.
E mais uma vez, percebo o quanto sou humana, o quanto não posso passar por tudo, agüentando pancadas de todos os lados sem que nada me aconteça, é preciso ser muito forte para admitir que se está fraco.
 
Porque quando estou fraco, então é que sou forte." II Co 12: 9,10 ...

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